Bernard Leon Madoff, nascido em 29 de abril de 1938, foi o presidente de uma sociedade de investimento que tem o seu nome e que fundou em 1960. Esta sociedade foi uma das mais importantes de Wall Street. Madoff também foi uma das principais figuras da filantropia judaica, além de ter sido presidente da Nasdaq (bolsa eletrônica nos Estados Unidos que reúne ações de empresas de alta tecnologia, informática, telecomunicações e outros ramos).
Em 11 de dezembro de 2008, quinta-feira, Madoff foi detido pelo FBI e acusado de fraude. O juiz federal Louis L. Stanton congelou os activos de Madoff. Suspeita-se que a fraude tenha alcançado mais de 50 bilhões de dólares, o que a torna a segunda maior fraude financeira levada a cabo por uma só pessoa. Este tipo ilegal de investimento, conhecido por esquema Ponzi, tem como base a remuneração dos primeiros participantes pelos últimos que entraram em jogo. Uma vez confirmadas as acusações, o executivo poderá pegar pena de até vinte anos de prisão e multa de até US$ 5 milhões.
Em 5 de janeiro de 2009, o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes norte-americano realizou a primeira audiência para descobrir como a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) não evitou a fraude de Madoff.
Segundo os agentes americanos, Bernard Madoff estava prestes a enviar US$ 173 milhões em cheques pelo correio, antes de ser preso.
Em 28 de janeiro de 2009, o banco Santander decide bancar o valor investido pelos clientes que tiveram prejuízos no golpe Madoff. O principal, que a instituição irá reembolsar, custará o equivalente a 1,38 bilhão de euros.

Os mais afetados pelo golpe
- Fairfield Greenwich Advisors: 7,5 bilhões de dólares
- Tremont Capital Management: 3,3 bilhões de dólares
- Banco Santander: 2,87 bilhões de dólares
- Bank Medici: 2,1 bilhões de dólares
- Ascot Partners: 1,8 bilhão de dólares
- Access International Advisors: 1,4 bilhão de dólares
- Fortis: 1,35 bilhão de dólares
- Union Bancaire Privée: 1 bilhão de dólares
- HSBC: 1 bilhão de dólares
Notícias
Fraude de Madoff prejudica empresas na América, Europa e Japão
Bernard Madoff, ex-presidente do índice Nasdaq (que agrupa basicamente papéis de empresas de alta tecnologia), possivelmente afetará pessoas e instituições na maior parte dos continentes pelo golpe descoberto nesta sexta-feira, com destaque ao banco espanhol Santander, administrador de um fundo de alto risco chamado Optimal que possui cerca de 2,3 bilhões de euros atrelado ao golpe. A japonesa Nomura Holdigs, também prejudicada, divulgou nota oficial esclarecendo ter em jogo aproximadamente US$ 300 milhões. Seguindo o mesmo caminho, o banco francês BNP Paribas admite possível perda de 350 milhões de euros com esta fraude. Madoff, preso semana passada nos Estados Unidos, foi acusado por um esquema de pirâmide ilegal que poderá ser classificada como a segunda maior fraude na história do país envolvendo cerca de US$ 50 bilhões em valores e que uma vez confirmadas as acusações, o executivo poderá pegar pena de até vinte anos de prisão e multa de até US$ 5 milhões. Continue lendo…
Caso Madoff pode ter deixado 3 milhões de vítimas
O número de vítimas da suposta fraude de Bernard Madoff poderia ser de 3 milhões no mundo todo, segundo o escritório de advogados Cremades & Calvo Sotelo, que representa, junto com outros 30 escritórios, cerca de 2,9 mil prejudicados na Europa. Continue lendo…
Caso Madoff gera investigação interna na SEC
A SEC (Securities and Exchange Commission, a autoridade de regulação dos mercados americano) anunciou nesta terça-feira que fará uma investigação interna para determinar como a gigantesca fraude de Bernard Madoff não foi detectada antes, apesar de repetidas advertências serem feitas desde 1999. Continue lendo…
Corte federal rejeita novo pedido de prisão de Madoff
Nesta quarta-feira (14/01), a Corte Federal de Nova York rejeitou um novo pedido de prisão para Bernard Madoff feita pelo Ministério Público dos Estados Unidos. O juiz Lawrence McKenna, responsável pela decisão, justificou a rejeição por achar impossível Madoff fugir ou esconder seus bens, que atualmente estão congelados pela Justiça. O gestor, acusado de montar um esquema fraudulento avaliado em 50 bilhões de dólares, está em prisão domiciliar no seu luxuoso apartamento de US$ 7 milhões em Manhattan. O novo pedido de prisão foi feito após Madoff enviar relógios, jóias e outros pertences avaliados em cerca de U$ 1 milhão para familiares. Continue lendo…
Empresário desaparecido na Flórida levanta suspeitas de novo ‘caso Madoff
Policiais da Flórida (sudeste dos EUA) investigam, há dias, o desaparecimento de um empresário que administrava milhões de dólares de investidores e que, agora, temem ter sido vítimas de uma fraude, disseram clientes da empresa e fontes da investigação a um jornal local. Continue lendo…
As lições oferecidas a partir do caso Madoff
O esquema montado por Madoff é muito antigo. Nos EUA, ele é conhecido como Ponzi, lembrando o famoso estelionatário de origem italiana, Carlo Ponzi, que criou esse esquema nos EUA e acabou morrendo pobre no Brasil. Aqui nós conhecemos esse esquema com o sugestivo nome de pirâmide. Investidores são atraídos com a promessa de grandes lucros, que são pagos aos investidores mais antigos com os recursos que vão entrando. Isso funciona bem enquanto há grandes ingressos de recursos na pirâmide, mas em algum momento essa corrente é quebrada e o castelo se desmancha. Um bom exemplo aqui foi a pirâmide do Boi Gordo, mas já tivemos tantas que é difícil relacionar todas. Continue lendo…
Mulher de Madoff sacou US$ 15 milhões antes de escândalo
A mulher do ex-presidente da Bolsa Nasdaq Bernard Madoff sacou US$ 15,5 milhões de uma conta dele poucas semanas antes do investidor ser preso por organizar um esquema fraudulento que causou perdas bilionárias ao redor do mundo. Continue lendo…
Madoff deve se declarar culpado e pode pegar 150 anos
O norte-americano Bernard Madoff, 70, suspeito de montar um esquema fraudulento que gerou perdas de dezenas de bilhões de dólares a investidores em vários países, deve se declarar culpado de 11 acusações, como lavagem de dinheiro, perjúrio e fraude, e pode ser condenado a até 150 anos de prisão. Continue lendo…
Madoff se declara culpado por fraude de US$ 65 bi e vai preso
O investidor e ex-presidente da Bolsa eletrônica Nasdaq Bernard Madoff foi preso nesta quinta-feira após declarar-se à justiça de Nova York culpado por conduzir um sistema de fraude financeira que pode chegar a US$ 65 bilhões. A pena pode atingir 150 anos. Continue lendo…

Bernard Madoff antes de entrar na corte federal de Manhattan, na sexta-feira (13/03)
Fontes: The Wall Street Journal, Newsletter ADVFN, Wikipedia, UOL Economia