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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
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04/09 10:02 | Enviado por João Guilherme Brotto

Small caps x Blue chips - Qual a melhor alternativa?

Uma empresa sólida, com altos índices de lucratividade e gráficos sempre ascendentes, que pague bons dividendos e garanta lucro constante – esse é o sonho de qualquer investidor em bolsa. E apenas isso: um sonho. Na prática, o cenário é instável e os rendimentos, incertos, sobretudo numa época de crise, como a que passamos. Alguns buscam a solidez nas maiores companhias da bolsa. Outros preferem ousar e investir em pequenas, mas promissoras. E agora? O cenário está mais para investimentos em small caps ou em blue chips? A InvestMais resolveu investigar, e o resultado desse confronto você confere a seguir.

Quem é quem

Antes de analisar as vantagens e desvantagens dos dois tipos extremos de ações, convém entender seus significados. Segundo definição utilizada pela própria Bovespa, as blue chips traduzem-se em:

  • Ação de companhia de grande porte, com bastante liquidez no mercado de ações.
  • Conjunto das ações mais negociadas numa bolsa de valores.
  • Ação de empresa reconhecida nacionalmente, possuindo administradores e produtos renomados no mercado, com larga tradição de lucratividade e distribuição de resultados compensadores aos acionistas.

A bolsa brasileira, entretanto, não se limita a esses papéis. “Existem diversas oportunidades para se obter retornos. Conhecidas como small caps, ou ativos de segunda ou terceira linhas, essas empresas, apesar da classificação depreciativa, muitas vezes, guardam verdadeiros tesouros inexplorados”, explica o especialista no assunto Anderson Lueders, especialista em small caps e autor do livro Investindo em small caps e do blog Small caps – Em busca do tesouro desprezado.

Segurança

Para André Paes, professor e diretor de estratégia e produtos da Infinity Asset Management, segurança e rentabilidade são dois predicados incompatíveis. “Normalmente, no mercado financeiro, a máxima de que maior risco é igual a maior retorno é sempre verdade”, acredita. “Quando você investe em empresas que estão muito tranquilas, cujo crescimento já está definido, todo mercado a conhece, analisa e precifica, a probabilidade de ganhos é menor, porém o investimento é mais seguro do que em outras companhias que não têm essa certeza, pois essas outras, as small caps, às vezes carregam riscos maiores justamente por serem empresas menores. Mas, quando você acerta bem uma análise, o setor e tudo mais, a rentabilidade delas pode ser bem maior do que a das blue chips”, afirma Paes, que defende que o investidor deve procurar ponderar o risco e o retorno.

Lueders discorda e defende que a segurança das blue chips não passa de ilusão. “A segurança de uma decisão de investimento não tem relação com o tamanho da companhia. Tem muito mais sintonia com a diferença entre o verdadeiro valor da organização e o preço que se está pagando por ela. Apesar disso, há uma voz corrente no mercado que conduz as pessoas a acreditarem que as blue chips são mais seguras”, aponta Lueders, que exemplifica seu ponto de vista analisando o comportamento de uma série de empresas brasileiras durante a crise atual: “Várias blue chips sofreram fortemente com a queda da atividade global, até mesmo pela exposição externa que possuem. Em contrapartida, diversas small caps conseguiram aumentar as vendas e os lucros, apesar de os preços de suas ações terem sido impactados de forma extrema, aparentando que elas teriam prejuízos expressivos – e é essa ineficiência do mercado em precificar as ações que o investidor deve aproveitar”.

Para Lueders, as blue chips se mostram mais dependentes do cenário externo, enquanto as small caps possuem maior foco no mercado interno, que, segundo ele, tem apresentado resultados muito melhores. “Além disso, a lista das maiores altas de todos os anos no mercado de ações é sempre composta de small caps que foram, num determinado momento, desprezadas. Neste ano, por exemplo, várias ações de bancos médios e construtoras apresentaram altas exuberantes – enquanto BicBanco e Paraná Banco subiram mais de 220% até o dia 16 de julho, as ações do Bradesco, uma das blue chips do setor bancário, tiveram menos de 30% de desvalorização”.

Setembro 2009

Setembro 2009

Leia o restante da matéria aqui

Olá
Gostei do comentário embora com restrição…poderia ser complementado com uma lista das 10 mais das small caps, acompanhadas de uma justificativa de itens como além do preço e evolução do papel, itens como DY, PL, etc,. como uma cesta de filtros para amparar a justificativa…..
O texto está bom mas caraterizado por mim como enrolation…..com todo respeito
Abraços

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