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 16/07 05:49 | Enviado por InvestMais
Devagar com o andor, que o santo é de barro
Da redação InvestMais
A sabedoria popular traz esse ditado como um conselho para aqueles que, apressados ou sem muito conhecimento sobre o que fazem ou falam, querem que tudo se resolva logo. No entanto, a pressa e a ansiedade em resolver rapidamente uma situação pode provocar problemas mais graves. O conselho deveria ser dado hoje a todos aqueles que olham para os índices das bolsas de valores no mundo esperando uma recuperação rápida do seu dinheiro. Não há mágica, infelizmente, e é necessário aguardar.
No dia 08 de abril o Ibovespa alcançou 71.784 pontos, a máxima do ano, e não foram poucos os que apostaram que logo a bolsa romperia o seu máximo histórico de 73.516 pontos, alcançados em 20 de maio de 2008. Entre essas duas datas o mundo sofreu a sua pior crise econômica desde os anos 30, crise que iniciou com a derrocada do Lehmann Brothers provocada pelo calote dos subprime. Desde a metade do ano passado as bolsas têm reagido aos trilhões de dólares despejados pelos governos nos mercados, e não poderia ser diferente. No entanto, a recuperação não parece tão saudável quanto se gostaria.
Nos Estados Unidos, depois de um período de bons indicadores de crescimento, a economia dá sinais de que melhora a passos lentos. A indústria cresce, mas é muito pouco. O consumo melhorou, mas as pessoas estão receosas de gastar muito. Na China, um país que pareceu estar à margem da crise, o governo adotou medidas para conter o crescimento excessivo do país que já ameaçava criar bolhas de especulação, principalmente no setor imobiliário. Temendo uma repetição da crise subprime no seu país, as autoridades chinesas apertaram o freio e tiraram o pé do acelerador para evitar desastres.
Na Europa, a crise dos subprime tirou o tapete da sala debaixo do qual se escondiam as fraquezas da maior parte dos países: déficit fiscal e alto endividamento. Enquanto a economia mundial crescia, havia dinheiro para rolar as dívidas de qualquer país, mesmo da Grécia. Quando a economia parou e as fontes secaram, os problemas vieram à tona. O que se vê hoje é um continente economicamente estagnado, com altas taxas de desemprego, governos sem condições de investir no crescimento e no desenvolvimento e pouca gente disposta a pagar uma conta salgada e inescapável. O Japão sofre há anos com problemas econômicos, e a crise só fez retardar os pequenos e fracos sinais de recuperação que tinha.
No Brasil, que junto com a China também pareceu estar à margem da crise, o primeiro semestre de 2010 foi de crescimento acelerado do PIB. Tão acelerado que o Banco Central já aumentou a taxa de juros para segurar a onda, pois o país não tem condições de crescer tão rápido. Falta tudo aqui: infraestrutura, mão-de-obra qualificada, legislação que estimule o crescimento, poupança interna etc. Enquanto isso não for resolvido, o Brasil dá esses vôos de galinha e mais nada.
O reflexo disso é que as bolsas estão muito voláteis. A análise dos day trades mostra uma ausência de tendência definida, para cima ou para baixo, mesmo ao longo do dia. Se a China fechou em alta, basta uma notícia sobre a nova classificação da dívida portuguesa para azedar o dia. Um novo indicador positivo nos EUA pode mudar o rumo de novo. Do pico em oito de abril a ontem, a bolsa caiu quase 12%. Mas subiu 87% em 2009. E não chegou ao máximo histórico, mas fez a alegria de muita gente. Se você analisar os gráficos das cotações de fechamento da bolsa (uma boa maneira para se ver isso é o gráfico publicado mensalmente pela Revista InvestMais, com o acompanhamento diário das ações e as principais notícias que influenciaram a bolsa a cada dia), verá que há mais picos e vales que antes, um claro sinal de nervosismo no mercado.
E grande parte do nervosismo é a ansiedade de muita gente em recuperar logo o seu dinheiro. É gente que entrou na bolsa quando ela estava perto dos 70 mil pontos e apostava que o pior já havia passado. Não passou e vai demorar para passar, principalmente agora que a nova atitude dos países desenvolvidos, ratificada na última reunião do G-20, é o reino da austeridade nos gastos públicos. Sem esse indutor da economia a recuperação será mais lenta. No entanto, ela pode ser mais saudável no longo prazo, pois implicará em mudanças profundas (espera-se) na maneira como os países gerenciam os seus gastos e em como induzem a economia. Em vez de surtos esporádicos de benesse, pode ser que os países lancem as pedras fundamentais de um crescimento sustentável a longo prazo.
Se isso acontecer, será melhor para todos. Enquanto isso, é tomar chá de camomila, definir bem a estratégia de ação nas bolsas e aguardar com paciência pela melhoria do cenário, sem se desesperar. Como diz outro ditado, devagar se vai ao longe.
Calma, e Bons Investimentos!
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Parabéns,
artigos semelhantes devem ser postados, constantemente, para evitar erros / vícios de nossa mente em não querer mudar as estratégias.
Independente de crise ou não , o ideal é não ficar comprado por muito tempo e sim, fazer uso do STOP GAIN ou LOSS, evita grandes Riscos / Perdas.
Obs : já sou assinante da InvestMais, por sinal, muito boa e não tendenciosa como outras literaturas.
Parabéns….
DinDinn - 16 de julho, 2010 - 9:06
Considero essa máxima como uma sabedoria popular a qual, ao meu ver, significa que “a pressa é inimiga da perfeição”!
Então, se vc está às voltas com algum problema ou com alguma tarefa importante mas delicada, pode-se dizer: “Devagar com o andor que o santo é de barro.”
Ou seja, se vc quer alcançar sucesso ou satisfação em alguma cois, tem de ir com jeito cuidadoso pois senão tudo pode ir “por água abaixo”!
Claudio Marcelo de Souza - 29 de dezembro, 2011 - 18:23
Considero essa máxima como uma sabedoria popular a qual, ao meu ver, significa que “a pressa é inimiga da perfeição”!
Então, se vc está às voltas com algum problema ou com alguma tarefa importante mas delicada, pode-se dizer: “Devagar com o andor que o santo é de barro.”
Ou seja, se vc quer alcançar sucesso ou satisfação em alguma coisa, tem de ir com jeito cuidadoso pois senão tudo pode ir “por água abaixo”!
Claudio Marcelo de Souza - 29 de dezembro, 2011 - 18:26
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