
Um teste feito pelos pesquisadores do Web Ecology Project indicou que a segunda língua mais utilizada no Twitter é o português, a primeira, claro, é o inglês. Um fato apenas curioso, já que somos adeptos de certos contágios cibernéticos. Segundo Jon Beilin, a descoberta foi feita através de um módulo da linguagem de programação Python, utilizando o sistema de detecção de línguas do Google. Foram analisados 1 milhão de tweets. Os resultados podem ser conferidos no gráfico acima e podemos aprender alguma coisa com isso.
Por exemplo, 70% das “tuitadas” estão concentradas em apenas 2 das 22 línguas mais significativas presentes no Twitter, novamente a universalidade das Leis de Potência se torna mais evidente. Leis de Potência ou como é popularmente conhecida “Princípio de Pareto” teve origem na observação de um economista italiano, Vilfredo Pareto, que descobriu que 80% das riquezas tendem a ficar nas mãos de 20% da população.
Mais tarde, em 1949, o professor de filologia de Harvard George K. Zipf descobriu o popular Princípio do menor esforço, segundo o qual as pessoas tendiam a minimizar seus trabalhos de modo que 20% ou 30% de quaisquer recursos responderiam por 70% ou 80% do resultado. Zipf usou estatísticas populacionais, livros de filologia e comportamentos industriais para mostrar a recorrência constante desse padrão de desequilíbrio. Na verdade, Zipf reelaborou o princípio descoberto por Pareto.
As Leis de Potência são universais e por vezes até dramáticas, conforme o fenômeno estudado. Por exemplo, apenas 5 livros podem responder por 90% do faturamento de uma editora que possui 10 mil livros em catálogo. No mercado financeiro a situação pode parecer mais enlouquecedora ainda, conforme artigos deste blog aqui e aqui. Algo como 10 dias em 10 anos podem responder por 50% da variação total da bolsa, evidentemente que há variações de ativo para ativo, mas a universalidade da regra permanece.
Estratégias vencedoras também estão sujeitas a essa lei, parece desanimador, mas esse fenômeno determina que poucos levam muito (quase tudo), alguns ficam com migalhas e o restante (massa) é absorvido pela vala comum do prejuízo. Se analisarmos apenas pela média, muitos ganham um pouco enquanto poucos levam ou perdem muito.