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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
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17/03 17:14 | Enviado por Ariel Devulsky

Em tempos de crise, analistas questionam técnica de marcação a mercado

SÃO PAULO - Motivo de discussão entre analistas financeiros, o método de marcação a mercado voltou a ser alvo de críticas pela suposta pouca eficiência que ele possui em tempos de crise, quando o grau de desconfiança e estresse dos investidores está acima de patamares históricos.

Definida com o objetivo de mensurar quanto vale um ativo a preços atuais, a técnica é atualmente vista com certa desconfiança por parte do mercado por sofrer influências diretas do clima que circunda os negócios, podendo indicar valores subavaliados em tempos de pessimismo e de baixa liquidez.

Obviamente, a opinião contrária à abordagem não é consensual, sendo também defendida por parte relevante dos analistas, que prefeririam ter uma estimativa próxima ao valor do ativo do que ter um apreçamento totalmente artificial.

O que dizem os críticos?
As críticas ao método remetem antes mesmo do estouro da crise subprime, sendo abordada por exemplo no paper divulgado em julho de 2006 pelos acadêmicos Franklin Allen e Elena Carletti da Wharton School da Universidade de Pensilvânia, nos EUA.

“Quando a liquidez torna-se um fator muito influente no mercado, como ao longo de uma crise financeira de grande porte, o preço dos ativos deve refletir as condições do mercado em vez do potencial de ganhos que esse título possui”, argumenta a dupla.

Com isso, o time de estudiosos acredita que a marcação a mercado pode se tornar uma forma pouco recomendável de avaliar um ativo, sobretudo se comparada à técnica de custos históricos, que deve fornecer informações mais realistas em tempos de instabilidade.

Comentando a causa
Prolongando a discussão ao panorama atual, na última sexta-feira (13), órgãos reguladoras norte-americanos (SEC e OCC) divulgaram notas comentando o caso e propuseram que as companhias passassem a listar de forma separada as perdas trazidas com o risco de crédito e as relacionadas à falta de liquidez.

No final do ano passado, a ABA (American Bankers’ Association) enviou um pedido à SEC para que a definição de valor justo adotada na marcação a mercado fosse baseada na vontade de compra e venda do ativo, não no chamado preço de saída ou no preço que o ativo poderia ser vendido no mercado corrente.

Do InfoMoney

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